Quando surgiu, era apenas amarelo. Mas agora, várias temporadas depois, este tom merece ser diferenciado e merece ter um nome próprio, só dele. Mostarda. Uma variação do amarelo, mais torrado, mais ocre. E apesar da Pantone ditar a cor de cada ano, o mostarda, usando uma expressão brasileira à qual acho bastante piada, continua a 'sambar na cara das inimigas' (as outras cores) e assume-se como uma tendência forte, fortíssima, temporada após temporada.
É uma cor de extremos? Sim, é de facto. Ou se ama, ou se odeia. É uma cor quente, alegre, positiva, carregada de boas energias? Sem dúvida! É a cor do sol! E assim como o sol, que espreita, tímido, por entre as nuvens cinzentas de um dia chuvoso, também uma peça na cor amarela a salpicar um look escuro de inverno é o último grito.

Ainda falta um mês para a Primavera e isso supondo que ela chega no dia certo e que o inverno não vai durar mais do que previsto como já é tão normal acontecer com este desfazamento de estações a que não me consigo lá muito bem habituar. Queixas à parte, a verdade é que já não consigo desligar a vontade de sucumbir às roupas de primavera que toooooodas as lojas já têm expostas. Apesar de adorar o inverno, não há como negar que a uma certa altura já todas estamos fartas das roupas quentes e pesadas e das cores sóbrias. O giro desta época é que, apesar de ser inverno e estar ainda frio, as roupas da próxima estação não nos saem da cabeça e já nos apetece vesti-las. Então, não há outra coisa a fazer senão misturar as estações e conjugar roupas da primavera com as roupas do inverno. O resultado? Looks repletos de coolness, ou não fossem esses mesmo looks cheios de contrastes. Contrastes entre cores soturnas e escuras do inverno com cores delicadas e leves da primavera, contrastes entre tecidos grossos e quentes com tecidos mais fluídos. E já sabem que sou totalmente adepta de contrastar! Com isso em mente, reuni as 5 peças/ tendências de primavera que podemos já começar a usar.
Queremos as mesmas oportunidades que a eles são oferecidas, queremos os mesmos direitos que eles têm, queremos o mesmo respeito, a mesma igualdade...e queremos também o mesmo estilo.
Cada vez mais a moda masculina influencia os looks femininos. Temos vindo a apoderar-nos de peças do guarda roupa dos homens, peças que primam pelo conforto e autenticidade, e a introduzi-las no nosso universo. Primeiro foram as calças, há tantas décadas atrás, mas agora são também os blazers, as boyfreind jeans, os bikers, os sapatos oxford. Tudo com corte recto, oversized, masculino.
Não, não estamos a ser masculinas. Estamos sim a feminizar o mundo. E a ter estilo.
"I don't try to be in fashion; I don't try to follow trends. You just end up out of fashion that way."
-Alice Temperley-
A cada estação somos bombardeadas com novas tendências. Contudo, mais importante do que sabermos a quais delas vamos aderir, é sabermos com quais não nos identificamos.
Sim porque uma peça de roupa ou um determinado padrão ou estilo pode estar super na moda, mas isso não significa que temos obrigatoriamente de o usar, de gostar do mesmo e também não significa que nos fique bem! É importante conseguirmos fazer esta diferenciação, não só para evitarmos vestir roupas que não nos favorecem, mas também para que a nossa identidade e personalidade possa estar impressa nos nossos looks. Afinal, eles são a nossa continuidade e dizem muito sobre nós. Não nos podemos esquecer que a moda é uma arte, não uma escravização. Devemos segui-la à maneira de cada uma de nós. Assim sendo, estas são as 5 tendências às quais não vou, definitivamente, aderir:
#Bolsas à cintura
Sei que estão muito na moda, que são muito tendência e até admito que são super práticas mas não me consigo identificar com este acessório. Não faz o meu estilo.
"Be eccentric now. Don't wait for old age to wear purple."
-Regina Brett-
Por vezes costumo dizer 'só não adivinho os números premiados do euromilhões'. Há algumas semanas atrás lembrei-me que a Pantone estaria quase a definir qual seria a cor de 2018 e inusitadamente passou-me pela cabeça que seria o roxo. Bem dito, bem feito. Poucos dias depois foi decretado que o roxo seria a cor deste novo ano, com um nome mais pomposo, claro. E, ao contrário do seu antecessor, o verde Greenery, que não teve muito sucesso, acho que o Ultra-Violeta vai pegar e vai se tornar um tom-tendência. Acredito que as ruas, as lojas, a moda em geral se vai pintar de roxo. Porque é uma cor bonita, porque é uma cor apelativa, porque é uma cor que faz sentido.







A Pantone define a cor que marcará cada ano baseando-se no que se passa no mundo e também naquilo que faz falta ao mundo. Sendo o roxo uma cor associada ao misticismo, à espiritualidade e à magia, ele surge como uma tendência que chama para a necessidade de entrarmos em contacto como o nosso eu interior, meditarmos sobre as nossas acções, transformarmo-nos em seres humanos melhores. E, claro, adicionarmos alguma magia à realidade que por vezes se apresenta tão dura.
Usemos então o ultravioleta e deixemos que o seu significado nos contagie!
"And finally Winter, with its bitin', whinin' wind, and all the land will be mantled with snow."
-Roy Bean-
Não é necessário ver a Guerra dos Tronos para saber que o Inverno chegou. E com força máxima.
No dia em que começa oficialmente a estação mais fria do ano, não podia faltar o tradicional post com o que se vai usar. Mas antes é necessário fazer um disclaimer: apesar das it-girls e dos designers ditarem as tendências, cabe a cada uma de nós procurar o nosso estilo próprio e celebrá-lo, não nos tornando escravas da moda. Usemos apenas aquilo com que nos sentimos bem e com o qual nos identificamos.
E nesta estação rege-se por opostos. Se por um lado está em voga tudo o que é masculino, os fatos e blazers, as cores sóbrias e o xadrez, por outro quer-se tudo maximalista e extravagante, com peças em cores fortes e alegres, oversized e com muitos pormenores.
São todas estas contradições, todos estes estilos opostos que fazem desta estação uma estação especial, que agrada e contenta a todos. É o Inverno do nosso contentamento.
Se ouvirmos na rádio Rui Veloso a cantar 'Já não há estrelas no céu a dourar o meu caminho...', podemos dizer-lhe que tem toda a razão. As estrelas já não estão no céu, elas desceram à terra, instalaram-se nas roupas e adornam as ruas.
Esta é a mais recente micro-tendência do street style e surge numa altura em que não poderia fazer mais sentido, estamos no Natal e reza a história que foi uma estrela que guiou os Reis Magos ao encontro do Menino Jesus.
É provavelmente o mundo da Moda, tão artístico e sentimental, a dizer-nos para abraçar esta época e todos os sentimentos bons que ela desperta.
Este ano, o mundo da moda decidiu que todas as mulheres estarão um passo mais próximo de conseguir o tão desejado estilo effortless chic das francesas ao ditar que o acessório da temporada é a boina.
Surgida na França no século XVII, ao longo dos anos, a boina tem estado presente em muitas célebres cabeças. O artístico Picasso, o revolucinário Che Guevara, o intelectual Jean-Paul Sartre, as musas fashion Brigitte Bardot e Catherine Deneuve. Ao longo dos séculos, a boina adquiriu muitos significados. É artística, rebelde, intelectual, vanguardista, cinematográfica mas, acima de tudo, a boina é intemporal.
E este outono/inverno a Dior deu o mote e todos aceitaram o desafio. Prada, Moschino, Louis Vuitton, Isabel Marant, Desquared2, entre outros, fizeram a boina regressar do reino dos mortos para que as nossas cabeças se enfeitem com um acessório que nos dá um ar à la parisiense.
Extravagância. Maximalismo. Excesso.
Certa vez, Anna Dello Russo disse 'Nada faz mais sucesso do que o excesso!'.
Parece ser sobre este mote que o Inverno de 2017 se rege. Esta temporada é uma das mais originais, excêntricas e criativas de sempre e não é certamente a altura para nos contermos.
O culto da personalidade é cada vez mais importante e cada vez mais se espera que cada ser humano seja um individuo único e admita até os seus gostos mais excêntricos. O pensar igual, o ser igual já não tem lugar num mundo tão diversificado.
É a altura certa para fazer zoom às peças de roupa e aos acessórios, adicionar plumas, pêlo e lantejoulas, misturar os padrões e, acima de tudo, ser diferente.
É estranhíssimo escrever sobre este tema. Não sobre os padrões, claro, mas sobre o inverno. Parece que está tão longe ainda! Lá fora um sol maravilhoso, uma temperatura quente, mas o calendário do computador diz-me que estamos em Outubro! Outubro! E nem o mais pequeno vislumbre de um friozinho ou de uns reles chuviscos. Nada!
No entanto, as lojas estão já cheias de casacos de peles, as revistas e sites só falam das tendências para a próxima temporada. Ou melhor, para esta temporada porque, embora não pareça, estamos no Outono e não há outra hipótese senão debruçarmo-nos sobre as tendências que o vão marcar.
Em termos de padrões, estes são os 5 a usar:
#Xadrez
Diria que é o padrão por excelência desta temporada. O xadrez está por todo o lado, em todas as peças e alia-se à tendência dos fatos masculinos e da alfaiataria, o que o torna ainda mais imbatível.
“Women think black is the most flattering color, but they’re wrong. Pink adds a cosmetic-like radiance and warmth. Black drains the skin of color; pink delights the eye.”
– Oscar de la Renta-
Millennial Pink. Em bom português, rosa milenar. É a cor do momento. Embora a autoridade das cores, a Pantone, tenha ditado o verde como a cor deste ano e embora seja pré-concebido que chegadas as estações frias, devem prevalecer as cores escuras, eis que o mundo se vê em cor-de-rosa.
O rosa está nas roupas, na maquilhagem, nos cabelos, nos carros, nas paredes, na decoração.
Por todo o lado. Em tudo.
E não é um rosa qualquer. É diferente dos rosas que já foram vistos anteriormente. Diferente do rosa Barbie, do rosa quartz e até do rose gold. Sim, há muitos, imensos rosas. Se há 50 sombras de grey, com toda a certeza há ainda mais sombras de rosa e o millennial pink é o nome dado ao rosa do qual foi extraído toda e qualquer nota de azul, deixando-nos apenas um rosa soft e puro.
A expressão inglesa que dá nome ao post de hoje é um trocadilho interessante. Significa fica à vontade. Fica à vontade, neste caso, para usares suits, ou seja, fatos de alfaiataria.
E esta é uma das grandes, das maiores tendências para este Outono/Inverno, portanto estamos em alerta tendência máximo!
Se ao lerem a palavra alfaiataria ficam um pouco em pânico, já que é uma palavra associada ao mundo masculino, ao formal e ao sóbrio, pois bem, não se assustem porque ao ser transportada para o universo feminino, este tendência ganhou laivos mais democráticos e toques de coolness.
E não acredito que seja uma total surpresa que os fatos tenham ganho protagonismo uma vez que era uma tendência que já se previa, já andava a ser vista, a rondar. E agora deu-se o grande boom! mesmo a tempo da rentrée e do regresso ao trabalho.
Na dúvida? Percorram as imagens abaixo e quando chegarem ao fim digam-me se não vêem a alfaiataria com outros olhos!
Não, não vou dar spoilers dos próximos episódios de Game of Thrones.
Vou, isso sim, falar-vos das tendências para a próxima estação.
Eu sei que ainda estamos em Agosto, que está um calorão enorme e que para o inverno chegar ainda vai demorar mas...estou desejosa que ele chegue! Sim, sim, eu sei que sou um ser estranhíssimo, provavelmente um E.T., mas o inverno é a minha estação. Adoro dias cinzentos, adoro a chuva e uma boa trovoada, adoro as noites à lareira com um bom livro, adoro, adoro, adoro (eu disse que era um ser estranho!). E digo-vos que acho os looks de inverno muito mais interessantes e completos. Senão vejamos: no verão, tudo se resume a um top, uma saia e umas sandálias ou a um vestido e uns chinelos. Não passa disso. Mas no inverno não! No inverno há casacos, há botas e botins, há cachecóis e encharpes, há boinas e luvas até. Portanto, sim, estou ansiosa por voltar à estação em que me sinto um 'peixinho na água'. E essa vontade ainda é mais aguçada pelas lojas que já estão a receber peças bem mais quentes. Tudo clama já pelo inverno!
E que tendências nos trás, afinal, a próxima estação?
Longe vão os tempos em que a lingerie estava condenada a estar confinada por debaixo das roupas ou restrita ao quarto. Ao longo das últimas temporadas assistimos à sua alforria, primeiro com o trazer para as ruas do slip dress, um vestido em cetim com acabamentos rendados, e agora com o aparecimento do bralette.
O bralette é um soutien com formato triangular, sem qualquer aro ou enchimento, geralmente em renda.
É comummente usado por baixo de blusas, t-shitrs, camisas e vestidos, deixando-se timidamente aparecer. Ou, claro, pode ser usado de forma ousada, como um top, permitindo-se ver sem qualquer constrangimento.
Dizer que a ganga, ou denim, é tendência é, muito provavelmente, não lhe fazer jus.
Há muito que este tecido deixou de ser apenas a moda de uma temporada para se tornar um clássico intemporal.
Se lhe fizéssemos um electrocardiograma, haveriam altos e baixos, como em qualquer coração pulsante de vida, mas este jamais apresentaria uma linha recta, a linha da morte. Porque a ganga não morre, está presente em qualquer estação, em qualquer peça, em qualquer situação.
Este tecido tem vindo a cruzar a linha do tempo, ao longo dos séculos, marcando gerações e movimentos. Os temerários cowboys com as suas 501, os hippies com as jeans à boca-de-sino, Elvis Presley envergando ganga da cabeça aos pés a cantar o seu rock&roll e, claro, Marlon Brando e James Dean a fazer história no cinema.
Ao longo destes séculos, e com estes 'embaixadores', a ganga ganhou uma conotação de rebeldia juvenil. Quem usa ganga é jovem, ousado, rebelde.
Tem ainda outro predicado: não tem regras. É livre de ser usada a bel-prazer de quem a enverga. A ganga não tem restrições e é eternamente bela.
Os sapatos são donos de um imenso poder: eles podem fazer um look ou deitá-lo por terra.
São um acessório e complemento essencial, afinal, é impossível sair à rua sem se estar devidamente calçado. E, com o verão a todo o vapor, não há como não olhar para as tendências da estação e ficar-lhes indiferente. Apesar da moda estar cada vez mais democrática e já se poder usar (quase) tudo qualquer que seja a temporada, o tempo quente leva-nos em direcção a sapatos mais abertos e a cores mais leves.
#Slingbacks
Os slingbacks estiveram em alta nos anos 50 e voltaram às luzes da ribalta pelas mãos de Maria Grazia Chiuri para a Maison Dior. São sapatos que se prendem ao calcanhar por uma tira e de salto baixo que faz deles confortáveis e ao mesmo tempo conferem ao look um toque bem chic e elegante. São uns clássicos!
Além do corpete e das cestas, das mangas volumosas e dos folhos, há uma tendência maior, a de ser sustentável. A preocupação com o meio-ambiente, a natureza e os animais é cada vez mais evidente e, finalmente, as pessoas começam a tomar consciência de que preservar animais e plantas, o planeta Terra em última instância, é de fundamental importância. Afinal, é este o planeta que habitamos e prejudicá-lo significa prejudicar-nos a nós próprios.
As palavras sustentabilidade, consciente, eco-friendly estão a começar a fazer parte do dicionário de cada vez mais seres humanos e isso reflecte-se nas indústrias da moda e da cosmética, duas das que mais prejudicam o planeta com a utilização de peles e os testes em animais (além da poluição das fábricas), que, por sua vez, também se estão a tornar mais amigas do ambiente.
Das roupas, aos sapatos e à maquilhagem, verifica-se que há uma maior preocupação e uma maior consciencialização com relação a esta problemática. E isso é um grande, grande passo.
É tão importante saber que a roupa que usamos, os sapatos que calçamos, a maquilhagem que colocamos, além de nos fazer sentir bem, mais bonitas, não fez sofrer nenhum animal, não destruiu nenhum habitat, não desarmonizou a mais harmoniosa das coisas, a natureza.
Afinal, ser sustentável é estar em harmonia com o planeta que tão generosamente nos acolhe e é algo que nos torna mais leves.
É a sustentável leveza do ser.
E o it-shoe da estação é (tambores)....a babucha!
A babucha é um sapato de inspiração marroquina, pontiagudo e com o calcanhar aberto que começou por aparecer nas passerelles e que já anda nos pés do mundo.
Este tipo de sapato está a ter todo este protagonismo porque, além do seu toque exótico, alia duas variáveis muito importantes: estilo e conforto.
Apesar de ser um sapato raso, não fica a dever nada aos saltos altos, que consideramos sempre ser o epíteto da elegância.
Não, não me canso de dizer (ou, neste caso, de escrever) que a moda é uma arte que se inspira em tudo o que a rodeia e que transforma em arte tudo o que toca.
Desta forma não é de admirar que passerelles, lojas, ruas, tudo e todos os lugares estejam repletos de uma nova forma de manifesto: t-shirts com slogans e frases.
Esta foi a forma do mundo da moda reflectir, como sempre o faz, o tempo que se vive, um tempo incerto e decisivo.
E uma vez que a moda é também uma forma de expressão, uma t-shirt com um slogan, uma frase ou uma simples palavra, é uma maneira de nos exprimir-mos ainda mais, de expressarmos as nossas ideias, ideologias ou até mesmo dizermos aos outros algo sobre quem somos.
É impossível ficar indiferente a esta tendência!